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quinta-feira, 13 de junho de 2013

'Grosso dos manifestantes não faz vandalismo', diz Plínio Sampaio


O ex-candidato à presidência Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) afirmou na noite desta quinta-feira, durante o protesto contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trem, que as depredações registradas nos últimos protestos do grupo não representam o movimento.
"Não podem machucar esses jovens. A reivindicação é justa. Quem faz vandalismo é um grupo anarquista, que é contra partidos e governo. O grosso dos manifestantes não faz vandalismo", disse Sampaio que foi ao protesto a convite do Movimento Passe Livre.
Ele afirmou ainda que "a prefeitura tem condições de implantar a passagem de graça".
Esse já é o quarto protesto contra as passagens de ônibus, na última semana. As pessoas começaram a se concentrar por volta das 16h, quando já havia grande quantidade de policiais, inclusive fechando o viaduto do Chá, onde fica a Prefeitura de São Paulo, e revistando e interrogando pessoas.
Antes mesmo do início da passeata, já havia 30 pessoas detidas. Um grupo chegou a cercar e pichar um ônibus na frente do edifício Itália. Os passageiros tiveram que descer.
O medo de confusão durante o protesto fez com que muitos comerciantes fechassem as lojas na região central. "Tem que fechar porque está todo mundo com medo da violência", disse uma funcionária da lanchonete Municipal, na praça Ramos. O estabelecimento, que costuma fechar às 22h, hoje fechará às 17h.
Um vendedor das Casas Bahia disse que a loja começou a fechar às 16h, enquanto o normal seria às 21h. A reportagem viu o momento em que o funcionário desceu metade da porta. Segundo a assessoria de imprensa das Casas Bahia, a loja está funcionando normalmente.
Ao menos dez dos lojistas que mantiveram as lojas funcionando deixaram as portas entreabertas. Na rua Xavier de Toledo, 98, sede da Marítima Seguros, os funcionários foram dispensados às 15h30, quando o horário normal é às 18h.
O porteiro de um edifício comercial da região, que preferiu não ser identificado, disse que "no protesto da semana passada teve muito problema porque os funcionários não conseguiram ir embora devido à confusão. Por isso, [hoje] já foram embora".

Manifestação contra o aumento das tarifas

Giuliana Vallone, repórter da Folha, foi atingida por um disparo de bala de borracha da tropa de choque da Polícia Militar durante a manifestação; Giuliana subia a rua Augusta registrando o protesto quando foi atingidaCavalaria da PM na rua da Consolação durante quarto ato contra o aumento das tarifas do transporte público da capital paulista

Mulher ferida na cabeça durante manifestação contra o aumento das tarifas do transporte público na capital paulista

Piero Locatelli, repórter da revista "Carta Capital", um dos jornalistas detidos durante a manifestação desta quinta-feira, 13; ele, que trabalhava na cobertura do protesto, foi conduzido à delegacia por estar carregando vinagre
Polícia atira contra ativistas durante manifestação contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo




Manifestantes ajoelham-se diante de policiais durante mais um ato contra o aumento das tarifas do transporte público na capital paulista
O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou na noite desta quinta-feira que a manifestação de hoje contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trens foi marcada pela "violência policial". Ao menos 137 pessoas foram detidas no ato e sete jornalistas da Folha ficaram feridos.
"Na terça feira, eu penso que a imagem que ficou foi a da violência dos manifestantes e, infelizmente, hoje não resta dúvida de que a imagem que ficou foi a da violência policial". Ele disse que nesta sexta-feira (14) avaliará as medidas que tomará para tentar conter a escalada de violência nos protestos.
O prefeito também elogiou a decisão do secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, que determinou a abertura imediata de investigações, pela Corregedoria da Polícia Militar, "para apurar rigorosamente os fatos".
Esse é o quarto protesto contra as passagens de ônibus, na última semana. As pessoas começaram a se concentrar por volta das 16h, quando já havia grande quantidade de policiais, inclusive fechando o viaduto do Chá, onde fica a Prefeitura de São Paulo, e revistando e interrogando pessoas.
O confronto começou quando a PM tentou impedir os cerca de 5.000 manifestantes de prosseguir a passeata contra o aumento dos ônibus pela rua da Consolação, no sentido da avenida Paulista. Com isso, houve bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha disparados contra os manifestantes, que atiravam pedras e outros objetos.
Algumas bombas atiradas pelos policiais foram parar em um posto de gasolina, no cruzamento com a rua Caio Prado. Já a fumaça das bombas formou uma névoa que fez "desaparecer" os carros que ficaram parados na região.
Manifestantes ajoelham-se diante de policiais durante mais um ato contra o aumento das tarifas do transporte público na capital paulista

Manifestantes caminham entre carros durante protesto contra o aumento das tarifas do transporte público da capital paulista






fonte folha de sp

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