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terça-feira, 11 de junho de 2013
SÃO PAULO MAIS UM AUMENTO DE PASSAGEM EU NÃO AGUENTO!
Hoje assisti o Jornal Nacional, não para saber do que aconteceu no Brasil e no mundo, mas para saber como a globo quer eu pense sobre o que aconteceu. É cada dia mais evidente, a Globo não é amiga do povo, não encara o dever de informar, ela apenas manipula e de forma extremamente inescrupulosa e vil. Mostra os protestos, colocando cidadãos que estão lutando por seus direitos como se fossem bandidos, mostrando a polícia impedindo o direito de ir e vir como se estivessem certos. Esquecem propositalmente de informar que apesar das tarifas de ônibus estarem aumentando, a qualidade dos mesmos está decaindo proporcionalmente igual. É humilhante não poder exercer seus direitos, ser humilhado pela polícia, enfrentar o descaso das autoridades e engolir goela dentro uma mídia comprada!
Diferente da TV e das antigas mídias, as novas tecnologias dão a cada um de nós um poder sem precedentes de construir o nosso próprio mundo de referência, um poder de encontrar as pessoas que realmente nos interessam, estejam onde estiverem.
Um poder de aprender e ensinar sobre aquilo que realmente queremos que faça parte da nossa vida, o poder da escolha, de ver o que queremos quando e como queremos.
O ciberespaço é o lugar público informal onde podemos reconstruir os aspectos comunitários perdidos quando a mercearia da esquina se transforma em hipermercado.
Ou talvez o ciberespaço seja precisamente o lugar errado onde procurar o renascimento da comunicação, oferecendo, não um instrumento para o convívio, mas um simulacro sem vida das emoções reais e do verdadeiro compromisso perante os outros.
Seja qual for o caso, precisamos descobri-lo o mais rapidamente possível, pois a alma humana pede fluidez nas emoções, sejam elas reais ou virtuais.
A ideia de comunidade virtual conduz à reflexão sobre o conceito de virtualização.
A virtualização progressiva do real é também a sua progressiva conceitualização através de mais e mais mediadores.
Esta conceitualização permite criar uma imagem do real, uma virtualidade que passa a assumir estatuto de realidade.
A imagem é o real, o conceito é o real.
Passamos a ter uma sociedade que cria a sua imagem e passa a viver a partir dessa imagem, como se criasse um espelho dela própria e passasse a viver no interior da imagem refletida no espelho gerando um processo de quase clausura porque fica fechada na imagem que construiu de si.
A virtualização tem invadido progressivamente a vida cotidiana e o que se faz necessário é questionar acerca das consequências dessa nova realidade nas práticas e nas identidades sociais.
Os computadores deram-nos poder sobre as telas que vemos e nos permitiram a personalização do tratamento da informação.
O conhecimento que a humanidade possui da realidade é apenas uma representação dessa realidade, sempre foi uma representação, mas com os novos mediadores essa representação fica ainda mais complexa.
Qual o papel do enraizamento sociocultural na elaboração da concepção da realidade, a partir de mediadores globalizantes?
Não é o mundo que se está se tornando global, somos nós.
À medida que os povos vão se globalizando, deixarão cada vez mais claro as suas identidades locais, e mais forte que isso, criará uma nova identidade global.
Por tudo isso a estrutura descentralizada da internet e suas aldeias eletrônicas interligadas em escala mundial, desafiam as regras básicas da comunicação e consequentemente de toda cultura e suas derivações que até hoje presidiram à elaboração de leis e o modo de vida social que conhecemos.
Subitamente cada indivíduo de cada território, com a internet ficou possível partir para todos os territórios e estabelecer contato com outros indivíduos que neles vivem.
As novas relações se tocam em tempo real, não aceitam fronteiras, são avessas as teias governamentais fiscais e burocráticas, põem em crise as formas tradicionais de combate ao crime e tornam flagrante a debilidade das formas de cooperação entre Estados, pesadas, inapropriadas e lentas.
Vivemos numa sociedade em mutação que se move para uma sociedade de cooperação cultural.
É crescente neste novo estilo de comunicação cooperante, a metáfora neural, baseada na forma de pensar, de exercer a inteligência, de um cérebro com as suas redes de neurônios, é a criação da consciência coletiva humana.
Assistimos a um dos raros momentos em que, a partir de uma nova configuração técnica, de um novo relacionamento com o cosmos, inventa-se um estilo de humanidade, uma humanidade com um senso físico de ação e reação, chamada de aldeia global, ou de consciência coletiva que fará com que o mundo mude, evolua.
A revolução foi lançada como um barco a vela ao mar.
Os ventos da cultura nos levará a um porto seguro, nesta empreitada humana?
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