O que está por trás da bancarrota do Grupo X? Como se processou a bancarrota da empresa de energia MPX?
O encaminhamento para a bancarrota, que deverá aumentar o enorme rombo do governo, será a saída de Eike Batista do cargo de presidente do conselho da MPX, a troca de nome da empresa e o aumento de capital.
A MPX representa um exemplo claro da especulação financeira em cima de recursos públicos. Ela opera três termelétricas e é paga pelo governo mesmo quando não está entregando energia. O aumento de capital será feito pelo monopólio alemão de energia E.ON, que tinha comprado mais de 20% do capital, há alguns meses, pagando mais de R$ 20 por ação e agora poderá amplia-lo pagando menos de R$ 0,50 por ação. Trata-se de um excelente negócio alavancado pelo BNDES que detém 10% da empresa e aplicou R$ 10 bilhões no Grupo X como um todo, que agora, com a brutal queda do valor das ações, tornaram-se fumaça. A Caixa Econômica Federal também está exposta à bancarrota e, em muito menor escala, alguns bancos privados. É a farra da especulação financeira promovida com recursos públicos.
Eike Batista aparece como o bode expiatório da crise. Ele criava empresas e, em pouco tempo, usava os ativos como garantia para a criação de outras empresas, em vários setores, sob a base de alto endividamento e recursos públicos. Mas, de fato, Eike Batista tem atuado como laranja de grandes especuladores financeiros.
Para conter a bancarrota, entrou em cena o banco BTG com o objetivo de desmembrar as empresas,venderos ativos possíveis e reestruturar a composição societária. Ou seja, continuar mantendo os lucros dos capitalistas em cima de recursos públicos.
A atuação das agências reguladoras (ANP e CVM), que estão a serviços dos monopólios, foi para lá de farsante. O papel da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), na teoria, deveria ser, entre outros, evitar que os executivos das grandes empresas manipulem os números e fomentem a especulação.
FONTE causa operaria
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