Para a preservação do meio ambiente, o lixo deve ser considerado como uma questão de toda a sociedade e não apenas um problema individual. É preciso somar forças e buscar o apoio da população, que pode contribuir com medidas simples e fazer toda a diferença. A coleta seletiva é o primeiro e o mais importante passo para fazer com que vários tipos de resíduos sigam seu caminho para a reciclagem ou destinação final correta. O último levantamento realizado pelo IBGE apontou que apenas 15,4% dos domicílios particulares de Pernambuco separam materiais biodegradáveis e não degradáveis. O percentual, apesar de baixo, é o segundo maior do Nordeste, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte. Entretanto, a realidade das ruas mostra um cenário que ainda é motivo de grande preocupação.
Catadores somam forças para dar conta de tanto materialCrédito: Bruno Campos
Este importante processo se baseia na divisão e classificação do lixo, mediante o aproveitamento de tudo o que é passível de um novo ciclo produtivo. Desta forma, vidro, papel, metais e plásticos, trilham um caminho diferente do adotado para os restos de comida, frutas, verduras, plantas, entre outros. A coleta também é imprescindível quando se trata de materiais como pilhas, baterias e óleo de cozinha, pois com o tempo esses produtos acabam sendo nocivos à natureza. Além de todo o âmbito positivo no que diz respeito ao planeta, o trabalho com estes materiais pode representar esperança e uma nova fonte de renda para famílias carentes.
No
Recife, 45 bairros são atendidos pela modalidade de recolhimento porta a
porta, através de caminhões que buscam o material já separado em
residências e condomínios. A atividade ocorre de segunda a sábado, em
dois turnos. “Realizamos campanhas de conscientização e hoje já podemos
colher os benefícios. Os moradores passaram a compreender o seu papel e
assim estão colaborando conosco”, afirma a assessora sócio ambiental da
Emlurb, Jane Cristina Correia. Além disso, o trabalho pode ser realizado
por meio de uma busca programada em empresas e instituições, assim como
através dos Postos de entrega Voluntária (PEV’s). Os equipamentos estão
distribuídos em locais de grande circulação e buscam estimular a doação
espontânea. De acordo com a gestão municipal, 60 unidades estão
instaladas na Cidade.
FONTE Marcílio Albuquerque, do FolhaPE
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