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domingo, 1 de setembro de 2013

No caminho certo: Coleta seletiva é o passo crucial para a boa utilização do lixo

 Levantamento realizado pelo IBGE apontou que apenas 15,4% dos domicíliosparticulares de Pernambuco separam materiais biodegradáveis e não degradáveis

 Para a preservação do meio ambiente, o lixo deve ser considerado como uma questão de toda a sociedade e não apenas um problema individual. É preciso somar forças e buscar o apoio da população, que pode contribuir com medidas simples e fazer toda a diferença. A coleta seletiva é o primeiro e o mais importante passo para fazer com que vários tipos de resíduos sigam seu caminho para a reciclagem ou destinação final correta. O último levantamento realizado pelo IBGE apontou que apenas 15,4% dos domicílios particulares de Pernambuco separam materiais biodegradáveis e não degradáveis. O percentual, apesar de baixo, é o segundo maior do Nordeste, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte. Entretanto, a realidade das ruas mostra um cenário que ainda é motivo de grande preocupação.

 

 Catadores somam forças para dar conta de tanto materialCrédito: Bruno Campos
 Este importante processo se baseia na divisão e classificação do lixo, mediante o aproveitamento de tudo o que é passível de um novo ciclo produtivo. Desta forma, vidro, papel, metais e plásticos, trilham um caminho diferente do adotado para os restos de comida, frutas, verduras, plantas, entre outros. A coleta também é imprescindível quando se trata de materiais como pilhas, baterias e óleo de cozinha, pois com o tempo esses produtos acabam sendo nocivos à natureza. Além de todo o âmbito positivo no que diz respeito ao planeta, o trabalho com estes materiais pode representar esperança e uma nova fonte de renda para famílias carentes.
Ainda temos problemas e um grande desafio
“É um processo de grande importância e vai se consolidando a cada dia, de uma forma natural. Temos evitado, até mesmo, utilizar o termo lixo, porque é sinônimo do que não presta. É preferível chamá-lo de resíduo sólido, já que significa uma matéria-prima a ser reaproveitada. Ainda temos problemas e um grande desafio em todo o Estado, mas é importante encarar esta questão de frente, enxergando suas potencialidades”, ressalta Walber Santana, presidente da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental em Pernambuco. Ele explica que os recursos naturais não devem perdurar para sempre, aumentando a necessidade de políticas específicas no setor, visando à continuidade da cadeia produtiva.
No Recife, 45 bairros são atendidos pela modalidade de recolhimento porta a porta, através de caminhões que buscam o material já separado em residências e condomínios. A atividade ocorre de segunda a sábado, em dois turnos. “Realizamos campanhas de conscientização e hoje já podemos colher os benefícios. Os moradores passaram a compreender o seu papel e assim estão colaborando conosco”, afirma a assessora sócio ambiental da Emlurb, Jane Cristina Correia. Além disso, o trabalho pode ser realizado por meio de uma busca programada em empresas e instituições, assim como através dos Postos de entrega Voluntária (PEV’s). Os equipamentos estão distribuídos em locais de grande circulação e buscam estimular a doação espontânea. De acordo com a gestão municipal, 60 unidades estão instaladas na Cidade.

FONTE  Marcílio Albuquerque, do FolhaPE

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