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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Presidente boliviano recomenda que pessoas não leiam a Veja por questões de “higiene mental”

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Evo Morales, após a última matéria na Veja ter chamado a Bolívia de “narcoestado” e dito que o embaixador do país, Jerjes Justiniano é representante da coca, foi questionado sobre a revista em uma coletiva da imprensa na cidade de Santa Cruz de la Sierra.
O presidente economizou palavras e apenas disse:

“só recomendar, por higiene mental, que não leiam”

Além do caso recente, a revista publicou em julho do ano passado uma matéria acusando dois altos funcionários do governo boliviano de estarem ligados ao narcotráfico. A acusação nunca foi provada e La Paz ainda ameaçou processar a Veja por considerar suas afirmações “injuriosas e difamadoras”.
Todavia, há um elemento que pode ser chave nesse embate e nessas acusações. O senador Roger Pinto Molina, que refugiou-se no Brasil, em caso que abalou a relação entre La Paz e Brasília e ainda derrubou o ministro Antônio Patriota do cargo. Supõe-se que o senador era perseguido e ainda o é, por ter informações sigilosas sobre os casos.
Entretanto, o que mais me chamou atenção na notícia é a fala sobre a revista Veja, a principal circulação do segmento no Brasil, acusada, inúmeras vezes, de parcialidade absurda, tratando casos de acordo com seu extremo interesse. Para citar uma dessas ocasiões referente ao principal assunto do literatortura (livros), assim que lançado “A Privataria Tucana”, a obra entrou instantaneamente emtodas as listas de mais vendidos, inclusive na do publishnews (a mais respeitada do país).
E, acredite se quiser, não entrou na lista da Veja. A repercussão foi tanta que o editorial seguinte já apresentava a obra entre as mais vendidas. Poderíamos, ainda, passar horas e horas lembrando de outros casos, citando capas e palavras-chaves tendenciosas. Mas, também vale ressaltar que existem matérias de qualidade na publicação e não é recomendável colocar tudo dentro de uma caixa só, tampa-la e rotula-la de tal maneira. Caso contrário, faremos exatamente o que tais veículos da “Grande Mídia” fazem.
Por obviedade, não preciso nem dizer que a Veja não é a única publicação de carácter tendencioso. Assim como a Globo não é a única emissora que defende seus interesses. Porém, como são as maiores em seus segmentos, é normal que assim como a conta bancária é maior, as críticas também o sejam.

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